Chuvas esporádicas, tempo nublado, poeira, poluição e folhas no ar demonstram que é Outono (o Verão termina oficialmente hoje) e o resultado dessa mudança climática pode ser sentida nos consultórios dos alergologistas, que vêm registrado um aumento na procura por consultas. Os sintomas são bem variados. Vão desde coriza, espirros, tosse e olhos coçando até urticária e edema no rosto. De acordo com o alergologista e membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), o médico Vitório Marchesini, embora as alergias respiratórias sejam mais comuns no Inverno, nesta época do ano, a transmissão de alérgenos (agentes causadores, como a poeira, o ácaro e o pólem) respiratórios por meio da poluição e da sujeira acumulada nos aparelhos de ar condicionado, principalmente nos carros, amplia os casos de alergia. O calor também é responsável pelas dermatites de contatos, provocadas pelo excesso de cosméticos e maquiagens. A primeira dica é para quem já foi diagnosticado com alergia. "O ideal é não misturar os anti-histamínicos com bebida, mas se for fazer uso de álcool é importante não suspender a medicação", orienta o especialista. Com o fim das festas, aproveite para fugir das aglomerações e lugares fechados. "Quanto mais aberto e arejado o ambiente, melhor", diz o médico, destacando que é importante não esquecer a limpeza de quartos, residências e locais de trabalho. Nesse período há muita poeira, então o ideal é que a faxina seja feita com pano úmido, evitando que os alérgenos fiquem em suspensão no ar. Como cosméticos, maquiagens e perfumes são companhias inseparáveis para algumas mulheres, Marchesini sugere que se dê preferência às marcas de qualidade assegurada e aos hipoalergênicos.

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