Assunto polêmico entre estudiosos de todo o país, a Presidente do Instituto Geográfico da Bahia, Membro da Academia de Letras e colunista do Jornal Tribuna da Bahia, Consuelo Pondé, revelou ser contra a mudança do curso do Rio Sao Francisco, afirmando que essa transposição é desnecessária. Segundo ela, a construção de poços artesianos na região para a qual querem desviar o Rio seria suficiente já que população necessitada seria alimentada de água de subsolo. Pondé informou que um livro explicando essa tese foi enviado para a presidente Dilma Roussef, que visitou recentemente a região e determinou que as obras fossem suspensas.Educação
Consuelo Pondé ainda fez duras criticas à educação do Brasil, citando a resolução que proíbe a reprovação dos alunos nos primeiros anos do ensino fundamental. "Isso é um crime porque vai aprovar pessoas iletradas". Ela criticou também a eleição de Tiririca como Deputado Federal. "Eu sou uma pessoa muito cética em relçao ao destino do Brasil", desabafou.
Quanto à tecnologia a favor da educação, Pondé também fez suas críticas. Disse que a internet vem acostumando os jovens a escreveram errado e que a facilidade das pesquisas acomodam o aluno a copiar as informações, que, algumas vezes, estão disponibilizadas de forma errada na rede virtual.
Carnaval
Carnaval foi outro tema polemizado por ela, que definiu as músicas como de duplo sentido, imoral e sem mensagem nenhuma. "As mudanças têm sido muito ruins para a sociedade brasileira", disse ela, citando também a TV como fonte de imoralidade.
Violência, preconceito, suas raízes históricas e política também foram alvos de críticas por parte da professora. Sobre a postura dos políticos atuais ela desabafou. "Nós vivemos num país da mordomia", disse, ressaltando os exageros praticados por eles com o dinheiro público.
Estímulo à pesquisa
Consuelo Pondé também falou em entrevista ao repórter Marcus Augusto sobre o estímulo a pesquisas no interior da Bahia, principalmente no sertão. De acordo com ela, falta um estímulo maior em outras áreas, muitas vezes, esquecidas pelo governo, como o sertão. "É importante que a gente estimule e incentive a pesquisa sobre os sertões e que os pesquisadores e estudiosos se voltem para esse interior totalmente esquecido", disse.
Reportagem: 'Voz da Bahia.
0 comentários:
Postar um comentário