
Dor ou queimação profunda que começa nos glúteos e irradia até a ponta do pé, peso nas pernas e formigamento. Essas são as sensações relatadas aos médicos para descrever a dor ciática, também conhecida como ciática ou ciatalgia. Apesar de ser incômoda e limitar os movimentos, até o pai da medicina, Hipócrates, observou que tais sintomas revelavam um bom prognóstico, sinal de que o mal-estar poderia durar por 40 dias, e até se resolver sozinho..
Mas demoraria muito até que se entendesse que essa dor não era uma dor lombar comum e, sim, algum problema no maior nervo do corpo humano —o ciático, o que ocorreu em 1934. Hoje, sabemos que ela raramente se manifesta na juventude, tem seu pico de incidência a partir dos 40 anos, não distingue homens e mulheres e pode acometer de 10% a 40% da população ao longo da vida. A sensação dolorosa aparece de repente, portanto, é classificada como aguda, e decorre de uma compressão que gera uma ação inflamatória muito incômoda. Como previra o médico grego, 9 entre 10 pacientes estarão recuperados no período de aproximadamente 40 dias. Pessoas idosas, devido aos processos degenerativos naturais, poderão ter de lidar com a dor por mais tempo, mas, mesmo assim, 6 entre 10 delas terão sucesso na recuperação.
Saiba reconhecer os sintomas
A maioria das pessoas descreve a sensação dolorosa como um "músculo machucado" ou "pontadas" que podem ter se manifestado após uma prática física mais intensa (longa caminhada), ou mesmo após a permanência na posição sentada por longo período. Além dessas particularidades você também poderá observar:
Sensação de formigamento (parestesia) na panturrilha, perna e pé (tanto no dorso quanto na planta), a depender de qual raiz do nervo está comprimida);
Redução de sensibilidade (adormecimento ou levemente anestesiado);
Dor ao flexionar o joelho para trás;
Dor ao dobrar a coluna;
Dor ao caminhar;
Dor ao tossir; Perda de força na perna (nos casos mais graves.
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